23 de fevereiro de 2016

Visita ao Jedi's

*A visita aconteceu antes da alteração do nome da hamburgueria, em dezembro de 2015, durante a realização da Comic Con Experience. Hoje a hamburgueria se chama Jeti's e removeu todas as referências a Star Wars.

O cardápio.
Conheci o Jedi's em 2015 após assistir uma das muitas matérias veiculadas na TV sobre a hamburgueria. Logo que vi, fiquei instigado em conhecer o lugar na primeira oportunidade que tivesse de voltar a São Paulo. Pois em dezembro fui na Comic Con Experience e resolvi aproveitar uma das noites da minha estadia na cidade pra finalmente conhecer o Jedi's. Como bom fã de Star Wars, minhas expectativas pela experiência foram muito altas, nem tanto pelos burgers mas pelo local em si.

Minha primeira frustração foi descobrir que não havia metrô próximo ao Jedi's, no máximo uma linha da CPTM a uma distância razoável do estabelecimento. Em São Paulo o metrô faz toda a diferença na rotina das pessoas, logo, ter que pegar um táxi me passou a impressão que o Jedi's foi aberto mais pensando em turistas que no próprio paulistano. A corrida não foi cara mas, do ponto de vista de quem estava fazendo turismo, tudo bem em gastar um pouco mais pra chegar em um lugar mais distante, só imagino o quão isso pode ser frustrante pra quem é da cidade e se programa conforme o metrô. Tanto é que ao perguntar por amigos paulistanos se já conheceram o Jedi's, nenhum acenou positivamente! Todos alegaram o mesmo problema: a distância e o tempo pra se deslocar até o local. Além de não ter metrô, a hamburgueria fecha às 00h, outro fator complicador pra quem mora em São Paulo. Qual não foi meu espanto ao ouvir do taxista que o local onde a hamburgueria se situa é uma região hoteleira, altamente frequentada por turistas. Isso deixou a impressão que o local é feito pensado pra turistas.

A ambientação. Bacana no primeiro contato.
Ao chegar no Jedi's, logo tive que encarar uma fila pra entrar. Na fila mesmo percebi que todos próximos de mim eram, de fato, turistas, a maioria do RJ. A fila foi outro fator complicador mas é algo normal em São Paulo: se você vai sair na noite paulistana, é bom estar pronto pra encarar filas. Não esperei muito pois estava acompanhado apenas da minha noiva, a Evelise Couto do blog Casa de Um, logo surgiu uma mesa pra 2 e fomos devidamente acomodados. Quem foi em grupo de 4 ou mais pessoas teve que esperar mais tempo por uma mesa. Por sorte optamos por ir no Jedi's na quinta-feira mas ficamos sabendo que no sábado, um grupo de amigos que foi na Comic Con e deixou pra visitar a hamburgueria no dia, esperou uma hora e meia e acabou desistindo.

O Jedi's é bonito à primeira vista, todo decorado com um visual característico de Star Wars. As paredes e a decoração lembram um Star Destroyer mas a impressão que ficou é que o lugar era mais bonito na TV. As mesas, o bar e até os atendentes não traziam nada característico da saga: um fã com olhar mais atento logo percebe que, excetuando as paredes adesivadas e uma decoração mais trabalhada no fundo, temos uma hamburgueria normal no final. Não que eu esperava ser atendido por um Stormtrooper ou pelo Darth Vader mas acredito que um mínimo de zelo com a temática deveria ser aplicado, a galera da Editora Aleph usava um tecido comum improvisando a roupa de um Jedi no estande na Comic Con, nada desfuncional ou caro mas totalmente de acordo com Star Wars. No cardápio mesmo, muitos lanches tinham nomes temáticos, no entanto, Lasanha era Lasanha mesmo, nada de Lasanha Mustafar, Milk Shake era só Milk Shake, nada de Milk Maul ou coisa do tipo. Faltou esse capricho com o tema em várias situações.

O Sentinela e o burger Jedi.
Quanto ao lanche, o burger era bom, razoavelmente bom mas não era nada gourmet. Não sou nenhum especialista mas dava pra perceber que o pão tinha corante artificial, o bacon e o hambúrguer eram comuns e nada ali parecia contar com ingredientes diferenciados, ao contrário do que parecia pela TV. Em Campo Grande, MS, onde resido, temos hamburguerias temáticas com burgers bem mais elaborados e variados que os do Jedi's. Destaco aqui o Burger Rocks onde todos os lanches tem nome temático e são feitos com ingredientes especiais por um preço compatível ao do Jedi's mas com qualidade superior.

A melhor parte da noite foi a apresentação sensacional dos cosplayers. O vídeo abaixo não me deixa mentir, ver Darth Vader, Darth Maul e Stortroopers foi o ponto alto da noite. Nesse instante eu e minha noiva esquecemos todos os pormenores encarados até então e nos divertimos com o espetáculo junto com todos os presentes. O Darth Maul surpreendia pela maquiagem perfeita, provavelmente num trabalho que deve ter demorado um bom tempo pra ficar daquele jeito.


O Sentinela e Darth Vader.
Porém, no entanto, todavia... qual não foi minha decepção ao ir embora quando ouvi de um presente do lado de fora que os cosplayers iam regularmente no estabelecimento, porém não recebiam um centavo pela apresentação. Se isso for verdade, e não confirmei o fato nem com os cosplayers ou com funcionários mas um frequentador regular que dizia conhecer os cosplayers, fica uma decepção muito grande com os responsáveis pelo Jedi's. O que poderia ser um lugar sensacional ficou marcado como um lugar bacana mas nada excepcional, cuja temática parece ter sido pensada em virtude do hype em função do retorno da saga aos cinemas. Os fãs merecem mais e os proprietários poderiam lucrar ainda mais se entregassem algo mais autêntico.



*Considerações "pós mudança de nome"*

Evelise Couto do Casa de Um e o invocado Darth Maul.
A impressão que ficou de que o Jedi's era um lugar que podia ser melhor acabou se confirmando quando no começo de 2016 eles tiveram de mudar o nome da hamburgueria em virtude de direitos sobre a marca Star Wars. Imagino que, se tivessem um cuidado maior desde o princípio com o público e a marca, isso não teria acontecido. Foi decepcionante quando observamos os problemas de autenticidade do lugar e principalmente quando ficamos sabendo de como era a participação dos cosplayers, sem nenhuma remuneração ou compensação pelo trabalho. Se esse fato com os cosplayers era ou não fato, acredito que antes de abrir um estabelecimento temático, o correto seria verificar a possibilidade do uso da marca junto aos atuais proprietários, no caso a Disney. Não é porque o nome da hamburgueria não tinha Star Wars junto que não se constataria aqui um caso de uso indevido da marca.



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Daniel Rockenbach, um estranho numa terra estranha que decidiu compartilhar suas leituras sobre ficção científica em suas mais diversas manifestações.

Seu instagram é @danielrockenbach.

16 de fevereiro de 2016

O astro que caiu na Terra


Cartaz do filme.
O Camaleão do Rock, David Bowie, criou e personificou vários personagens nos palcos. Sua carreira na música como Ziggy Stardust, Aladdin Sane e outros tantos personagens acabou levando o astro aos cinemas: primeiro com curta-metragens e breves pontas mas não tardou muito a oferecerem um longa pro astro do Rock protagonizar. E que filme! O Homem que caiu na Terra do diretor Nicolas Roeg é um clássico cult da marca maior. Não apenas por ter o exótico Bowie como protagonista: o filme contou com o produtor Michael Deeley que, anos mais tarde, produziria outro clássico, Blade Runner. O filme é ainda referência em Valis, de Philip K. Dick onde versões fictícias de Philip K. Dick e o amigo autor K. W. Jeter tornam-se obcecados pelo filme "Valis", estrelado pelo rockstar fictício Eric Lampton. Philip K. Dick se baseou na obsessão real do amigo K. W. Jeter por O Homem que caiu na Terra e seu astro, David Bowie.

O Homem que caiu na Terra é um dos primeiros filmes que traz um apelo à consciência humana pelo uso indiscriminado dos recursos naturais. Jim Lovell, Astronauta e Capitão da Apollo 13 que mais tarde foi interpretado por Tom Hanks nos cinemas, aparece no filme interpretando a si próprio em uma cena com Bowie. Essa e outras curiosidades e ousadias tornam o filme uma pérola a ser descoberta (ou redescoberta!) por fãs de David Bowie e a boa ficção científica. Lembro do filme em VHS na década de 90 quando finalmente o descobri em uma locadora. O que mais me marcou era a mensagem e as imagens surreais que o filme transmitia.

Cartaz do filme que acabou
virando capa do álbum Low.
Bowie interpreta aqui um alienígena que "cai" na Terra em busca de recursos naturais. Oculto sob o pseudônimo de Thomas Jerome Newton, o alienígena começa aplicando pequenos golpes pra angariar dinheiro pra seguir seu plano. Logo acompanhamos o personagem encontrando o advogado de patentes Oliver Farnsworth (Buck Henri) e descobrimos que Newton quer juntar dinheiro fundando uma empresa com patentes revolucionárias, obviamente oriundas de seu planeta de origem e muito mais avançadas que qualquer tecnologia humanamente conhecida. Vale notar mais uma referência nessa cena: a música que toca ao fundo é a Suíte dos Planetas, o trecho Mars, Bringer of War & Venus, Bringer of Peace, mais uma menção à origem alienígena de Newton.

Do dia pra noite, Newton e Farnsworth criam a empresa mais lucrativa do mundo, a Appl... (ops!) World Enterprises, e revolucionam o mercado com suas novas patentes tornando as concorrentes obsoletas. Logo o espectador fica sabendo que Newton quer angariar recursos pra construir uma nave pra voltar e salvar sua raça. Sua predileção por água pura e dificuldade na adaptação aos costumes humanos o forçam a permanecer recluso até o momento em que ele decide ir ao local onde "caiu" com sua nave na terra, no Novo México. Lá ele conhece a bela Mari Lou (Candy Clark) que acaba aos poucos apresentando o pior da humanidade ao ingênuo Newton. Aqui o filme tem uma semelhança muito interessante com o clássico de Robert A. Heinlein, Um estranho numa Terra estranha. As semelhanças entre a inocência de ambos os protagonistas é o que move ambas as tramas apesar de aqui a mensagem e o tom não contarem com o humor do texto de Heinlein.

Newton e seu emblemático chapéu...

Newton inspecionando as instalações da World Enterprises.
O Homem que caiu na Terra surpreende por trazer um alienígena literalmente alienado, uma figura desconexa na Terra, um Ícaro que tentou voar até o Sol e caiu por se aproximar demais do seu objetivo. Metáfora essa que reverbera em vários momentos no filme, inclusive com a presença da pintura de Bruegel "Landscape with the Fall of Icarus". O interessante é que o alienígena chega com nobres intenções mas acaba se corrompendo com a humanidade ao longo do filme. Ao invés de mostrar um alienígena tradicional de Hollywood, malvado e sistemático ou bonzinho e salvador, Bowie entrega um alienígena frágil física e mentalmente que acaba se alienando do mundo a sua volta e de sua missão original. O fracasso do personagem nada mais é que uma demonstração de como a humanidade tende a corromper não apenas o meio ambiente mas também o individuo.

A raça de Newton já observava a Terra há muito tempo, eles sabiam que a humanidade era capaz de esgotar seus próprios recursos naturais e isso dá o tom da tragédia da missão do alienígena: resgatar recursos e nos ajudar a gerenciar o que temos antes que acabemos com nosso próprio planeta. Todavia, a ganância das corporações concorrentes e a própria alienação do protagonista acabam por desfazer as nobres intenções. São poucos os flashbacks com o mundo natal de Newton mas todos são contundentes por mostrar o fracasso da missão dele. Talvez se ele obtivesse sucesso em ao menos manter o controle de sua empresa e teríamos um futuro parecido com o mostrado no clássico "Eles vivem!" de John Carpenter onde alienígenas controlam a humanidade sem seu conhecimento através da manipulação da mídia.

A aparência original do alienígena.

Newton, cada vez mais alienado, e suas muitas TVs.
O Homem que caiu na Terra é disparado meu filme favorito de Bowie. É ao meu ver o filme em que o Camaleão do Rock mais se assemelha aos personagens de suas músicas e uma grande ironia/tristeza é saber que o filme não conta com seu talento na composição da trilha sonora por uma questão de direitos autorais. Com uma mensagem trágica e comovente, O Homem que caiu na Terra é um filme ousado, tanto na forma como no conteúdo e merece ser assistido e redescoberto pelo público de hoje, fãs de ficção científica e/ou do grande David Bowie.

O filme é baseado no livro de Walter Tevis que, ainda em 2016, será publicado no Brasil pela Darkside Books. Vale ressaltar que essa resenha foi escrita apenas baseada no filme, o livro eu nunca li mas até onde pesquisei, o autor aprovou a adaptação para os cinemas. Quanto ao filme, resta torcer agora que alguma distribuidora acompanhe a Darkside e decida relançar o filme no Brasil (cof... Versátil... cof!), com certeza ele merece!



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Daniel Rockenbach, um estranho numa terra estranha que decidiu compartilhar suas leituras sobre ficção científica em suas mais diversas manifestações.

Seu instagram é @danielrockenbach.

15 de dezembro de 2015

Uma nova trilogia, uma nova geração de fãs

O primeiro poster.
Quando a Disney anunciou a compra da Lucasfilm e, com isso, Star Wars e todas as outras propriedades intelectuais da empresa, logo foi anunciada uma nova trilogia da saga espacial. Os fãs ficaram em polvorosa: os mais animados já se empolgaram com novos filmes, os mais reticentes olharam com desconfiança o anúncio, principalmente depois de terem visto a trilogia prequel fracassar com a maioria dos fãs. Também houve entre os desconfiados, aqueles que não tinham fé na nova trilogia simplesmente porque o criador George Lucas não estaria envolvido. Pra esses, lembro que a Nova Geração de Jornada nas Estrelas / Star Trek e os filmes da série só deslancharam quando Gene Rodenberry foi afastado do comando das produções. Na minha opinião, George Lucas errou muito ao querer comandar tudo sozinho nas prequels e o resultado, todos nós vimos nas telas... Se o filme de 77 se tornou um clássico é porque ele comandou e confiou em uma equipe de talentos e se a saga seguiu um caminho excepcional é porque ele confiou em outros diretores pra dar sequência ao trabalho enquanto ele mantinha a produção dos filmes sob controle.

A trilogia que não deixou saudade...
Então o que esperar de O Despertar da Força? O filme tem hoje sua pré-estreia, no exato momento em que esse post vai ao ar. Desde que comprei meu ingresso, a expectativa só aumentou: a cada trailer, a cada making of, ao visitar o estande do filme na Comic Con Experience, ao ler os livros do novo Universo Expandido, especialmente o Marcas da Guerra de Chuck Wendig, ao jogar horas a fio do novo Battlefront... Tudo isso só aumentou a ansiedade pelo novo filme. Mesmo a trilogia prequel não teve todo esse hype em torno da volta de Star Wars aos cinemas, depois de 16 anos. Nunca me esqueço da sensação estranha que tive ao ver a trilogia prequel começar com Ameaça Fantasma. Lembro de ter saído do cinema em 99 com a sensação que faltava muita história pra contar nos filmes seguintes, que aquele papo de Midi-Clorians e Jar-Jar Binks não enganava nem os fãs mais fervorosos. Saí do cinema com desconfiança e perdi a fé de vez depois que assisti O Ataque dos Clones, um filme que até hoje, nunca revi. Fui assistir A Vingança dos Sith semanas depois da estreia, esperando qualquer coisa que viesse e ao menos não achei de todo ruim o filme, apesar da forma apressada como ele se encerrava. Se houve algum hype por Star Wars nesses anos, com certeza foi dos novos fãs que sequer conheciam a trilogia original. Fiz a experiência com meu sobrinho, depois de saber que ele viu as prequels, sentei com ele pra assistir a trilogia original e qual não foi meu espanto ao ouvir o garoto dizer que os filmes antigos eram muito melhores?

O poster definitivo. Onde está
Luke Skywalker?
Pois eu levo fé na nova trilogia. Primeiro porque temos um bom exemplo no que a Disney fez com a Marvel: depois que assumiram o Marvel Studios, tivemos filmes ainda melhores que os 2 primeiros Homem de Ferro, que Capitão América e Thor e principalmente, O Incrível Hulk (e esquecível!), todos produzidos exclusivamente pela Marvel Studios. Foi depois da compra que vimos Vingadores, Guardiões da Galáxia, o Demolidor do Netflix e outros tantos acertos da Marvel no cinema e na TV. Isso não foi coincidência! O mesmo acredito que valerá pra Lucasfilm: Star Wars está em boas mãos. J. J. Abrams pode não ter feito o melhor Star Trek de todos os tempos mas mostrou pra todo mundo que era capaz de revigorar a franquia nos cinemas pra uma nova geração de fãs, sem se preocupar em agradar os exigentes trekkers. Na época que vi o filme, logo pensei que ele fez um bom trabalho e talvez fizesse um ainda melhor se dirigisse um Star Wars... Ironia do destino e ele assumiu a franquia em 2013 e cá estamos, na estreia mundial do filme. Como eu disse antes, ao meu ver, o erro da trilogia prequel foi justamente centralizar tudo em torno de George Lucas. A nova saga ao que tudo indica está sendo produzida e supervisionada por várias cabeças: Lawrence Kasdam, roteirista da trilogia original, Kathleen Kennedy, a produtora executiva da Lucasfilm desde os tempos da trilogia prequel, o próprio J. J. e claro, a Disney com toda sua equipe.

Os próximos parágrafos podem conter alguns spoilers leves referentes às HQs da Marvel, o jogo Battlefront e o livro Marcas da Guerra, de Chuck Wendig...


A Batalha de Jakku em Battlefront. Quase nenhum spoiler,
apenas um mapa com um impressionante Star Destroyer caído.
O que esperar da trama? Só sei que Jakku é um planeta desolado, no melhor estilo Tatooine, e que é onde Império Galáctico e Nova República provavelmente travaram sua batalha derradeira 29 anos atrás se considerarmos O Despertar da Força. Isso descobri jogando o novo Battlefront. Do Marcas da Guerra, do Chuck Wendig, sei que existem interessados em juntar tudo que for referente a Darth Vader e mesmo dentro do Império, existem aqueles que julgam necessária uma retirada estratégica pra que o próprio Império possa se reinventar, renascer das cinzas e voltar um belo dia, em toda a sua glória. Das HQs, sei que Poe Dameron não é filho de Luke ou Leia e que ele pode sim vir a ser um Jedi já que cresceu próximo às árvores da Força. Essas HQs ainda não saíram no Brasil, é possível acompanhá-las online pela Marvel ou pelo ComiXology. O que isso tem a ver com O Despertar da Força? A trama começa em Jakku ao que tudo indica. Jakku é onde Rey vive e onde ela encontra Finn, Han Solo e Chewbacca pelo visto nos trailers. Poe Dameron provavelmente é um dos mocinhos também, se vai viver ou não ou mesmo se corromper, não sei, sei que ele tem potencial na trama e pode até mesmo vir a ser um Jedi. Sabemos também que Luke sumiu e que, por algum motivo, Leia e Han Solo se afastaram, isso sem dizer que até agora, ninguém sequer mencionou Lando Calrissian...

Meus palpites sobre o que pode vir por aí:

Poe Dameron, Rey e Finn, os novos Jedis?
Acredito que alguma coisa existe entre Rey, Han e Leia. A maioria dos fãs aposta em uma relação entre eles e eu estou com essa maioria. E digo mais, chuto que o misterioso Kylo Ren possa ainda ser o irmão da Rey! Isso seria interessante pra trama de várias formas, no melhor estilo "Luke, eu sou seu pai". Essa reviravolta de gêmeos onde um irmão vai pro lado da luz, outro pro lado sombrio já foi usada inclusive no antigo Universo Expandido, pasmem! Os filhos de Han e Leia viram Jedis mas um dos gêmeos, Jacen Solo Skywalker vira o Darth Caedus e a irmã segue no lado da luz... Será que os produtores vão seguir esse caminho? Parece pouco provável usar algo do antigo Universo Expandido mas eu não duvidaria de uma relação, ao menos entre Han Solo, Leia e Rey, quem sabe com Kylo sendo o irmão malvado... Quanto ao Finn não faço a menor ideia. Duvido que seja filho do Lando ou tenha qualquer relação com ele, acredito que ele siga os passos do personagem que se descobre no meio de algo maior do que ele, no melhor estilo Luke Skywalker, tanto que não esconderam em momento algum que ele vai usar o sabre de luz do Luke no novo filme. Poe Dameron me parece outro mistério... meu palpite é que junto com Rey e Finn ele vai se descobrir um Jedi e que os 3 juntos vão enfrentar os desafios nos próximos filmes da saga. A produção do Episódio VIII soltou um spoiler há algum tempo atrás quando divulgou que o único contrato confirmado pro filme era com o intérprete do personagem de Poe, Oscar Isaac.

O misterioso Kylo Ren.
Sabemos pelos trailers que Kylo não usa a roupa pra sobreviver como Vader fazia e que seu rosto em algum momento será revelado no filme perante Rey e Finn. Se essa cena vai soar como uma revelação no melhor estilo "Luke, eu sou seu pai" não sabemos mas com certeza prevejo muita gente comentando o fato no futuro, provavelmente com memes e tudo mais. Acredito que a Primeira Ordem e os Cavaleiros de Ren encontraram uma nova forma de se viver a Força, diferente do padrão bem/mal, Jedi/Sith. Isso enriqueceria ainda mais o conceito da Força a ponto de fazer acreditar que existem outras interpretações pra esse poder, outras formas de se atingi-lo, isso talvez explique o sabe rudimentar e ao mesmo tempo poderoso de Kylo, provavelmente algo diferente do padrão dos Sith. A Primeira Ordem segue a mesma linha... um novo Império Galáctico mas dessa vez disciplinado e organizado e não entregue aos caprichos dos Moffs, líderes que eram conhecidos por subornar e trapacear pra chegarem ao cargo. Acredito que a Primeira Ordem não vá nem de longe cometer os mesmos erros que o antigo Império, visto o comportamento da Almirante Sloane em Marcas da Guerra.

A Primeira Ordem. Será que os novos troopers
acertam os tiros?
O que pode vir depois? Não consigo imaginar o desfecho pra cada personagem mas seguindo a linha de raciocínio que coloquei antes, sobre novas interpretações pra Força, e extrapolando isso de uma forma interessante que possa desdobrar novas sagas no futuro seria imaginar a Resistência e a Primeira Ordem dividindo a galáxia. Por que? Porque nada mais interessante pro futuro da saga que sair dessa ideia de alternância entre Império e República, Jedis e Siths. Isso perdurou no antigo Universo Expandido em sagas como Knights of the Old Republic e The Old Republic e mesmo depois nas antigas sequências pro Retorno de Jedi. Parece muito mais coerente imaginar uma galáxia dividida pela guerra ao ponto de acordos serem realizados do que simplesmente um lado subjugar o outro. Se a nova trilogia tem algo a mostrar é que provavelmente depois da Batalha de Endor, a guerra em si não terminou, ela apenas cedeu à guerrilha e à desordem, adversários que a Nova República pelo visto falhou em vencer completamente. Logo, acredito que dessa vez não existirá um derrotado e um vencedor onipresente. Digo mais, não consigo nem apostar em quem sai vivo do Despertar da Força! E onde está Luke Skywalker? Aposto que escondido, esperando, tal qual Obi Wan Kenobi em Tatooine. Aguardando o momento certo pra se revelar a uma nova geração de Jedis, esperando um mestre capaz de treiná-los. Leia não parece ter seguido o caminho de uma Chanceler na Nova República, tampouco se tornou uma Jedi como o irmão, logo, aposto que Luke entrou num exílio auto-imposto, até que uma nova ameaça se apresentasse e novos heróis precisassem do seu conhecimento.

A melhor prévia pro que está por vir nos novos filmes da saga, recomendo aqui a leitura!

Enfim, se acertei ou se errei, se o filme é bom ou ruim e se a saga vai nos deixar apreensivos pelos próximos episódios é algo que só vou saber junto com vocês, nas próximas horas... Prometo atualizar o post confirmando meus provavelmente muitos erros e eventuais acertos. Independente disso, vou lembrar o que o Adriano Fromer da Editora Aleph disse num dos vídeos do canal deles no YouTube: "melhor ano pra se gostar de Star Wars". Concordo plenamente! Que a Força esteja com vocês e que a nova trilogia seja apenas o começo!


P.S. pós-filme em 29/12/2015:

1) O filme é bom, muito bom. Traz de volta as mesmas emoções de Uma nova esperança e encanta novos e velhos fãs da saga sem apelar, com algumas inovações aqui e ali mas sem comprometer a tradicional levada dos filmes da saga. Destaque pra Rey e o novo odiado vilão da vez, Kylo Ren, um sucessor muito interessante para Darth Vader. BB-8 rouba a cena e assume o posto de novo dróide adorado pelos fãs. Mais que isso não vou comentar, vou deixar pra depois que o filme sair dos cinemas. É muito justo que os fãs vejam sem spoiler algum, a experiência fica ainda melhor!

2) Quanto aos palpites: acertei em parte. O que errei, errei em parte também, já tenho novos palpites pro próximo mas isso eu deixo pra resenha do filme quando O Despertar da Força sair de cartaz.


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O Sentinela Positrônica é um Blog Parceiro da Editora Aleph.
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Daniel Rockenbach, um estranho numa terra estranha que decidiu compartilhar suas leituras sobre ficção científica em suas mais diversas manifestações.

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14 de dezembro de 2015

Uma experiência épica!

Sentinela Positrônica e Casa de Um.
Viajei para a Comic Con Experience em São Paulo esse ano com expectativas contidas. Meu pensamento desde o princípio era aproveitar os estandes, ver ofertas, os cosplayers, visitar os amigos da Aleph e me divertir. Eu e minha noiva, a Evelise Couto do blog Casa de Um, resolvemos comprar ingresso apenas pra sexta pensando em evitar as filas dos painéis e ir sem nenhuma esperança de tirar foto com algum conhecido, tampouco pegar autógrafos, apenas conhecer o evento e ver os estandes e as novidades. Fui pensando que, se tivesse alguma sorte, conseguiria o autógrafo do Timothy Zahn da Trilogia Thrawn no estande da Aleph e olhe lá. Antes de partir pra São Paulo fiquei feliz ao saber que na programação da Aleph teria uma banda igual a banda da Cantina Mos Eisley em Tatooine do episódio IV de Star Wars, ao menos poderia acompanhar a banda sem medo de ficar de fora por encarar filas. Todo essa expectativa contida veio dos comentários sobre as filas do evento no ano passado então fui pronto pra me divertir com o que rolasse de bom na sexta, um dia pra conhecer as opções já me bastaria.

Com Timothy Zahn!
Com Chris Taylor!
Qual foi a minha alegria ao conseguir fazer muito mais do que eu imaginava e melhor, sem nenhum estresse além do cansaço de ficar o dia todo andando no espaço. Consegui autógrafos não apenas com Timothy Zahn mas também com Chris Taylor, autor de Como Star Wars conquistou o Universo e com os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, autores de Daytripper que acompanho desde o tempo do 10 pãezinhos! Se tivesse me organizado um pouco melhor ainda era capaz de conseguir autógrafos de outros quadrinhistas famosos da DC e da Marvel que estiveram presentes na sexta mas mesmo assim já me senti muito satisfeito com o que consegui. Tirei foto com todos e ainda consegui por um breve período trocar uma ideia com todos. O Timothy Zahn ficou sabendo que li O Herdeiro do Império na década de 90 aos 10 anos quando o livro saiu pela primeira vez no Brasil, eu fui um dos muitos que viu na obra dele a consolidação do Universo Expandido de Star Wars. Poder dividir sua experiência com um ídolo é algo épico, bem como diz a propaganda do evento! Encarei filas pra autografar os livros mas nada que fosse insuportável, a recompensa valia o esforço!

Mas não foram só autógrafos! Também consegui assistir, ainda que de longe, o painel do Frank Miller. Posso não curtir o trabalho dele hoje em dia mas tenho que dar o braço a torcer quando falamos da lenda que ele virou depois de tantos clássicos das HQs que ele escreveu e desenhou nos anos 80: Ronin, A Queda de Murdock, Cavaleiro das Trevas... É muita coisa e ele merece respeito por isso. O que achei bacana é que os painéis podiam ser acompanhados por todos mesmo longe do palco, os telões mostravam tudo que estava acontecendo e isso ajuda muito na apresentação. Além disso consegui matar a saudade dos tempos de adolescência quando encontrei a galera do Hermes & Renato no estande da Toy Show. Foi sensacional poder conhecer os intérpretes do Joselito, Boça, Hermes e outros tantos personagens que me fizeram rir nos tempos da MTV. E eles continuam me fazendo rir, o novo programa deles no FX mandou muito bem! O mais legal é que nem na hora das fotos eles saíram dos personagens! Outro que conheci foi o Bruno Sutter, o eterno Detonator, que tinha uma barraquinha própria com o CD e DVD à venda. Foi dele a melhor frase do evento: "O Detonator é a melhor banda de Metal da Comic Con! Você viu o Iron Maiden aqui? Não! Então!". Todos foram muito simpáticos com os fãs e deram maior atenção a todos, as filas foram organizadas e nenhuma delas demandava muito tempo de espera.

Com a galera do Hermes & Renato!

Com Fábio Moon!
Os estandes foram muito bem organizados, as action figures, colecionáveis e estátuas estavam dispostas pros fãs poderem tirar fotos, escolher e comprar seus favoritos, tudo muito bacana. As editoras montaram espaços bacanas e trouxeram algumas novidades. A Studio Geek e a Nerdstore marcaram presença com suas camisetas diferentes, a Nerdstore com colecionáveis exclusivos e isso deu uma valorizada nos espaços. A Pizzy Toys trouxe uma série de colecionáveis exclusivos que infelizmente não consegui aproveitar, quase todos os que eu esperava comprar já estavam esgotados quando visitei o estande na esperança de levar ao menos o BB-8 pra casa. O problema ao meu ver com os estandes é que, excetuados Studio Geek, Nerdstore, Aleph e a Pizzy Toys, nenhum dos demais tinha colecionáveis ou produtos exclusivos pra convenção, tampouco preços diferenciados. A maioria dos estandes vendia itens que eu poderia muito bem comprar pela internet pelo mesmo preço e melhor, sem o inconveniente de ter que carregar na mochila ou mesmo na viagem de volta pra Campo Grande. Algumas das lojas eram subsidiárias de outras que vendiam produtos com a mesma marca e, mesmo montando estandes próprios, contavam com produtos que figuravam em vários outros estandes. Cheguei a encontrar uma Enterprise por R$349,90 numa loja e a mesma nave no mesmo modelo por R$550 em outra.

Melhor compra!
Definitivamente a Comic Con não é a melhor opção pra compras, salvo os estandes de exclusivos e os de produtos antigos que vez ou outra trazem algum item colecionável inestimável aos fãs. Eu mesmo considero minha melhor compra da Comic Con um Worf com a tradicional roupa Klingon da Nova Geração de Star Trek da coleção da Playmates, lacrado ainda por cima, se tivesse ido na quinta-feira, teria achado quase todo o resto da coleção disponível! As HQs da Panini, Devir, Comix e outras bookstores também estavam disponíveis mas sem vantagens exclusivas pra convenção. Esperava ter visto novidades sobre os mangás Akira e Ghost in the Shell no estande da JBC mas não tinha nada sobre os lançamentos que pelo visto ficaram pra 2016. Esse ponto é algo que poderia melhorar no próximo ano, mais exclusividades ou mesmo ofertas pros estandes. Se for tudo apenas uma grande mostra de produtos que podemos comprar pelo mesmo preço na internet, perde um pouco da graça pra quem gosta de caçar livros, HQs e colecionáveis em convenções do tipo, principalmente pra quem viaja pra convenção.

O Bat-Sinal de Batman vs Superman!
Os estandes de Batman vs Superman e Capitão América: Guerra Civil traziam os uniformes de ambas as produções, tudo muito bacana mas o mais movimentado mesmo era o de Star Wars: O Despertar da Força. Star Wars aliás estava em tudo na convenção, nos cosplayers, nas camisetas, colecionáveis, até a Editora Aleph se rendeu à comoção que o novo filme vem causando ao montar seu estande nos moldes da cantina de Mos Eisley. Foi muito bacana ver os itens dos filmes em exposição, poder tirar fotos, isso sem mencionar os brindes: ganhei o pôster do Despertar da Força no estande de Star Wars! Kung Fu Panda 3 distribuía miojo em uma barraca temática pra quem quisesse fazer uma boquinha na faixa no meio da convenção! Alvin e os Esquilos tinha um karaokê temático onde os fãs podiam cantar músicas famosas de karaokês com a voz dos esquilos... nada mais mico que isso! E divertido, claro!!

No Speeder da Rey no estande de Star Wars!
Uma sugestão pros estandes de filmes, dos canais como a Warner, Fox ou do Netflix é fazer pontos tipo praças onde as pessoas possam parar pra assistir os trailers e novidades enquanto descansam, no estilo do corredor interativo do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. Se tivessem mais pontos assim distribuídos estrategicamente no espaço da convenção, teria muito mais cadeiras disponíveis na praça de alimentação pra que as pessoas pudessem comer tranquilas, sem ter que ficar caçando lugar pra sentar. Foram vários os momentos da convenção em que eu e minha noiva tivemos que dar uma parada e ir pra praça da alimentação apenas pra descansar. Além de ter que atravessar a multidão pra ir de uma ponta a outra as vezes, acabávamos ocupando lugar de quem eventualmente pudesse querer dar uma pausa pra um lanche. Mas isso é só uma observação de algo que pode melhorar, a praça de alimentação era grande e contava com muitas cadeiras pra quem quisesse sentar, pra lanchar ou apenas descansar. Só acho que estandes como o que sugeri, com lugares pra sentar enquanto acompanhamos trailers e novidades na programação do Netflix, Fox ou Warner, ajudaria muito no fluxo do público, diminuiria a lotação da praça da alimentação e dava um descanso pra galera que precisasse dar uma pausa. O estande da Fox até trouxe algo parecido mas eram poucos lugares pro pessoal parar pra descansar, a ideia era boa mas podia ser melhor executada se fossem mais distribuídos os pontos de descanso.

Bem vindo à Cantina Mos Aleph! Notem
o tanto de pessoas tirando fotos e/ou gravando a banda!
Meu estande favorito da Comic Con foi o Mos Aleph. Sei que sou suspeito pra falar mas o mais bacana do estande da editora era a comoção que eles causavam nos presentes toda vez que a banda começava a tocar. Os cosplayers de Star Wars se aglomeravam no estande e a galera presente acabava parando pra tirar fotos e filmar a banda tocando, sempre provocando a empolgação dos fãs. Nem o próprio estande de Star Wars tinha algo parecido, confira o vídeo abaixo e você vai entender minha empolgação! Eles também organizaram as sessões de autógrafos com Timothy Zahn e Chris Taylor, tudo muito certinho e bem feito. Outro forte ponto positivo foram os brindes exclusivos da Aleph pra Comic Con: pôsteres pra quem comprava R$60 em livros ou camisetas pra quem gastava R$150. Como cliente frequente da editora, aproveitei os 20% de desconto pro evento e garanti o box da Trilogia Thrawn, Como Star Wars conquistou o Universo e ainda vi minha noiva comprar a HQ O Quinto Beatle. Oferecer desconto, dar brindes exclusivos e ter uma atração bacana como a banda, além de apresentar um ambiente totalmente diferenciado, recriando a cantina de Mos Eisley, creditou o estande da Aleph como um dos melhores, se não o melhor, da convenção. Deixo aqui uma menção honrosa e merecida ao estande do Maurício de Souza que além de ter muitas atrações bacanas envolvendo os personagens da Turma da Mônica tinha produtos bacanas, apesar de não terem descontos e não oferecerem nada exclusivo, tudo podia ser encontrado pelo mesmo preço na internet.


A banda em ação!

No Trono de Ferro.
Se soubesse que ia aproveitar tanto o evento, teria comprado o ingresso de quinta e sexta, com certeza teria cansado bem menos e aproveitado mais o tempo nos estandes. Provavelmente teria levado mais action figures raros de Star Trek se tivesse visitado quinta o estande dos colecionáveis antigos... Minha dica é garantir ingresso pra pelo menos 2 dias de evento, eu e minha noiva aproveitamos bastante indo apenas na sexta mas com certeza não teria me arrependido se tivesse comprado pra outros dias. Acredito que os painéis com famosos são bacanas e não são impossíveis de acompanhar, apenas recomendo que o fã tenha paciência nas filas pra conseguir acompanhar os destaques. O lance é estar pronto pra passar horas em filas mas não é nada impossível de se suportar, tudo depende do quanto você quer ver o seu ídolo.

Vejo vocês em 2016!
O evento é épico como diz o anúncio, todos os presentes, famosos ou não, foram muito educados, principalmente os cosplayers que se divertiam com a galera e nunca recusavam uma foto com os fãs dos personagens. Não vou esquecer da gentileza e simpatia dos autores que autografaram meus livros, da galera do Hermes & Renato e do Bruno Sutter que foram muito queridos com os fãs, brincando conosco o tempo todo. dos cosplayers, dos atendentes do estandes e da equipe de apoio da convenção, enfim, de todos os presentes. Recomendo a todos participar nos próximos anos! Vejo vocês lá em 2016!! Será épico!!!









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O Sentinela Positrônica é um Blog Parceiro da Editora Aleph.
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Daniel Rockenbach, um estranho numa terra estranha que decidiu compartilhar suas leituras sobre ficção científica em suas mais diversas manifestações.

Seu instagram é @danielrockenbach.

10 de dezembro de 2015

Bem vindo ao Front Galáctico!

Star Wars está de volta aos cinemas e, como não poderia deixar de ser, em outras frentes como livros, HQs, animações e é claro, ao mundo dos games! Quem acompanha os jogos da saga espacial desde o começo da década de 90 já jogou pérolas como Rebel Assault, Dark Forces, Rebellion, Rogue Squadron, Shadows of the Empire e outros tantos. Um dos jogos que mais se destacou entre tantos clássicos foi Star Wars: Battlefront. A mecânica de jogo era a mesma da série de guerra Battlefield: um jogo multiplayer com vários mapas com 2 times opostos guerreando entre si em vários modos de jogo. Battlefront colocava a Aliança Rebelde contra o terrível Império Galático nas muitas batalhas vistas nos filmes. Battlefront fez tanto sucesso que teve uma sequência e 2 derivados: Elite Squadron e Renegade Squadron, ambos lançados pra portáteis. Gosto muito de todos os jogos da série, em especial os lançados pro PSP já que não tinham apenas o componente multiplayer, tanto Elite como Renegade traziam campanhas solo muito bacanas de se jogar e que se passavam cronologicamente entre as duas trilogias.

Pilote uma X-Wing em Hoth
Estamos em 2015 e o clássico FPS multiplayer volta com uma nova engine, a Frostbite 3 de Battlefield 3 e 4, em um jogo feito exclusivamente pra nova geração de consoles. O novo Star Wars: Battlefront recria as batalhas da Trilogia Clássica de George Lucas com um muito bem vindo extra: a Batalha de Jakku que se passa algum tempo depois da destruição da segunda Estrela da Morte na Batalha de Endor. Os fãs podem esperar um mapa em Tatooine em um cenário com Jawas e a Milenium Falcon estacionada como em Uma Nova Esperança, ou Hoth e a fuga dos Rebeldes do começo de Império Contra-Ataca e, claro, a batalha nas florestas de Endor de Retorno de Jedi.

Jogue com os heróis!
O mínimo que posso dizer é que o jogo é feito pensado quase que exclusivamente nos fãs: você pode controlar Luke, Leia, Han Solo ou Vader, Palpatine e Boba Fett no modo Heróis vs Vilões, você pode pilotar um speeder em Endor ou controlar um AT-ST Imperial nos muitos mapas do jogo, não apenas em Endor ou Hoth! Pilotar a Millennium Falcon? Com certeza! Uma X-Wing? Sim! A-Wing?? Claro! Tie Fighters? Com toda certeza! Existem modos de jogo exclusivos pra naves e até mesmo pros AT-ATs e AT-STs em Hoth. As armas, os alienígenas, as falas e acessórios, tudo está lá pra entreter os fãs e isso já basta pra agradar muita gente.

Pilote um Tie Fighter e alterne entre a visão externa ou interna
da nave!
Ao meu ver o grande problema em Battlefront é ser um jogo exclusivamente multiplayer, sem uma campanha que siga a história dos filmes. Eu ficaria muito contente se o jogo tivesse uma campanha que ao menos deixasse o jogador controlar os heróis (ou vilões) nos trechos do filme em que as batalhas dos mapas se baseiam. Não precisa recriar todas as cenas dos filmes, apenas as batalhas já seriam o bastante. Não seria tão mais complicado pra Dice desenvolver em cima desses mesmos mapas uma campanha simples, sem muitas cutscenes, que apenas colocasse cada jogador nessas batalhas do ponto de vista dos protagonistas. Seria uma forma bacana de situas os novos fãs na trama da Trilogia Clássica e uma boa forma de preparar terreno pros novos filmes.

Em Tatooine!
Claro que o modo multiplayer é divertido e rende muitas horas de diversão. Em pouco mais de um dia jogando, já cheguei no nível 11 e olha que sou péssimo jogando qualquer FPS multiplayer, a diferença é que aqui é Star Wars! Mal cheguei da Comic Con e passei a noite de segunda e terça jogando quase que exclusivamente Battlefront até o lançamento do mapa com a Batalha de Jakku. Não vou entrar em detalhes técnicos aqui mas os gráficos e o som estão lindos, os personagens estão devidamente recriados, bem como os cenários e a trilha sonora do jogo. Joguei Battlefront no Playstation 4 mas testei as versões pra XBOX One e PC e posso assegurar que a qualidade é a praticamente a mesma em todas.

Pilotando um Tie Fighter!
Os tradicionais modos multiplayer estão no jogo: mata-mata, tomada de território, cooperativos, todos voltados aos temas de Star Wars. "Rouba-bandeira" aqui vira Capture o Dróide, por exemplo. Gostei muito de pilotar as naves e veículos no jogo, principalmente as naves. O modo de batalha entre X-Wings/A-Wings vs Tie Fighters me lembrou dos clássicos jogos da série X-Wing vs Tie Fighter onde pilotar essas naves era algo inesquecível aos fãs.


Controlando Vader no tutorial.
Controlar Luke Skywalker ou Darth Vader bem como Han, Leia ou Boba Fett e o Imperador é demais! Luke e Vader tem mecânicas parecidas com o Sabre de Luz e os poderes da Força. Palpatine e Leia tem o poder da liderança o que permite com que eles gerem itens que ajudam os companheiros de time no modo Heróis vs Vilões ou mesmo nos outros modos que eles aparecem. Você pode estar no meio de uma partida do modo Supremacia, morrer e de súbito voltar como um dos heróis ou vilões pra auxiliar seus companheiros de time. Boba Fett é um caso a parte: ele pode voar por um tempo com seu Jet Pack e ainda disparar mísseis nos adversários. Cada personagem tem sua habilidade especial e isso é um diferencial e tanto na hora de jogar com eles.

Como um Imperial na Batalha de Hoth, invadindo a base
Rebelde!
Apesar do alto valor do jogo pro padrão nacional, não tem como não recomendar aos fãs. Os jogos pra nova geração de consoles infelizmente estão cada vez mais caros e isso é uma realidade que atinge a todos nós. Minha dica é jogar no PC já que na Origin o jogo custa menos que a metade do que cobram pelo jogo nas versões pra PS4 e XBOX One. Você não precisa de um PC ultra equipado pra jogar Battlefront, basta ter um mínimo de placa de vídeo e memória pra já conseguir rodar o jogo. Apesar de ser exclusivamente multiplayer, recomendo Battlefront a todos os fãs de Star Wars que curtem a ideia de recriar as batalhas clássicas dos filmes. Você pode jogar Battlefront com um amigo localmente com a tela dividida ou ambos podem entrar online nos muitos mapas do jogo e se divertir online com a tela dividida. Isso por si já garante muita diversão no universo de Star Wars!


---------------------------- Sobre a Batalha de Jakku - Possíveis Spoilers (?) ----------------------------

Apesar de ser uma batalha que nunca (?) será vista nos filmes e sim nos livros e HQs do Universo Expandido, a Batalha de Jakku é pelo visto o último confronto direto entre as forças do Império e a Nova República (assim chamada desde o livro Marcas da Guerra). Acredito que, pelo estilo do mapa do jogo, os Republicanos estão em vantagem na batalha e o Império faz ali sua última tentativa contra a Nova República. Acredito que essa batalha será retratada nos próximos volumes da Trilogia Aftermath de Chuck Wendig que a Editora Aleph vem publicando no Brasil. Não tenho mais a dizer sobre a batalha pelo que vi no mapa, como disse antes, o jogo não tem uma campanha e é nessas horas que falha em contextualizar os acontecimentos dos filmes. Temos mapas em Sullust, por exemplo, e nada lá parece ter qualquer relação direta com os filmes clássicos, apenas referências do Universo Expandido. A expansão é gratuita pra quem já tem o jogo então eu recomendo jogar sem grandes expectativas além do visual fora de série do mapa. Não é sempre que se vêem Star Destroyers em queda livre no céu... Se você quer ter uma ideia um pouco melhor do planeta Jakku e do que está por vir na história do planeta, leia Marcas da Guerra de Chuck Wendig, o livro dá uma visão muito mais ampla do lugar e dá pistas interessantes do que pode vir nos novos filmes. Battlefront é um grande jogo mas não espere grandes referências e/ou spoilers sobre o futuro da saga nos cinemas.

Isso é tudo o que o jogo entrega sobre a Batalha de Jakku... Sem grandes
spoilers!

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Daniel Rockenbach, um estranho numa terra estranha que decidiu compartilhar suas leituras sobre ficção científica em suas mais diversas manifestações.



Seu instagram é @danielrockenbach.